Bárbara Costa e Stéphani Emmerich

Bem Vindo ao meu espaço...

segunda-feira, setembro 05, 2011

22:11 borboletas sem asas

Todo dia é um novo dia, e em todos os dias eu morro lentamente e nunca há chance de morrer por completo.
Mas no fim do meu túnel de breu existe uma luz, que me cega e me atormenta. Ela se chama Sol. É o sol que cisma em viver em mim, mesmo que por entre minha escuridão interna, brilha, com raios tímidos de luzes verdes.
Eu, apenas refugiada, vivo em meu casulo. Mesmo que apertado. Mesmo que comprimindo meu corpo. Mesmo que alteando meus pensamentos.
Até o dia em que meu casulo, de repente, se rasga e a borboleta voa livre pelas flores... mas a borboleta, sem asas, cai em queda livre. Caindo e caindo, despencando como sempre. Vejo tudo passar por mim presa no meu próprio eu. O cheiro das flores agora me rodeiam. Sim, flores que nunca cheguei a conhecer. Ouço pássaros cantarem lá no fundo, como se fizessem uma trilha sonora. Seriam lindos se não parecessem assustadores, ligados ao meu desespero de cair. O calor da primavera, me dando arrepios e me fazendo sentir frio, de um jeito inexplicável. Em minha mente o silêncio e a serenidade por saber do meu destino. Em meu interior o pavor e o desespero de um prisioneiro...
Sinto o cheiro da grama molhada se aproximar, e desabo num frio escuro e agudo. Em fim, sinto que agora cheguei em algum lugar, um lugar muito consistente. Desagradável. Acabo por ter o peito comprimido, os ossos estalados, o ar sendo escasso, e o cheiro de grama da lugar ao barro imundo me sufocando e me roubando os movimentos e então... acordo!

by: BC

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