Bárbara Costa e Stéphani Emmerich

Bem Vindo ao meu espaço...

segunda-feira, junho 28, 2010

Vida de Reggae



Seria bom se minha vida fosse um reggae, todos os dias haveria sol, todos os lugares seriam uma praia. Solos de violões fariam minha trilha sonora. Que todas as minhas noites fossem brindadas por um lual. Que os nasceres do sol saíssem salgados do mar. Meu chão fosse sempre areia, e o vento fosse ritmo das músicas. O ano todo seria verão. Ao dormir as ondas me ninariam com seus estrondos sobre as rochas. Que a minha visão fosse as dunas, e eu seria o horizonte. Sempre uma flor prenderia meu cabelo queimado do sol. Que meu ar fosse a maresia. Bob seria um mestre e a natureza fosse todo o planeta. Meu combustível seria Verde. Que todo som fosse escutado com os olhos fechados. E se algumas horas podessemos correr na praia sentindo a brisa, nas outras poderíamos deitar olhando estrelas no embalo da rede. O Amor alimentaria nossa alma, a Paz enriqueceria nosso espírito. Nossos sonhos seriam levados pela maré, em direção ao azul do mundo. A vida só é vivida uma vez, e meu reggae seria lento e terminaria de mansinho.

By: Báh Costa

sexta-feira, junho 25, 2010

Vontade de nada


Eu pintei, desenhei, cantei, li, desenhei de novo. Já não tinha mais o que fazer, pensei muito no que eu queria fazer, procurei em todos os cantinhos da minha cabeça e não encontrei! Lembrei que tinha de ligar pra Cíntia, lembrei que tinha números novos na minha agenda que eu poderia discar e que ficariam feliz com a minha ligação, mas decididamente não queria falar no telefone.
Pensei em muitas coisas mas nada me satisfez, eu resolvi chorar, e por que não? Chorar revela emoções. Nunca parei pra pensar, quando eu não sei o que fazer, tenho muita vontade de chorar... eu chorei, chorei, chorei, até minha mãe perguntar de quem eu sentia falta. Mas não sei se minhas lágrimas se motivaram pela saudade, talvez seriam ou talvez não tivesse nada a ver.
Que tortura , eu sentindo vontade de nada. Como em equações algébricas, e então eu não descobriria o x?
Opah! Meu celular tocou. Mensagem. Alguém perguntando se eu via a lua, e não foi que eu descobri? Eu queria ver a lua, lá fui eu numa quinta-feira abafada, vendo a lua e sozinha, por horas, por dias, pra sempre.
No fim, as lágrimas secaram, a lua me consolou e se foi, como tudo na minha vida.

By: Báh Costa

segunda-feira, junho 21, 2010

O sonho do sonho

Hoje eu fui dormir mais cedo. E eu tive um sono perturbado, um sono que faz tempo que eu não tenho. Meu sábado foi agitado, me trouxe sorrisos que a meses eu não dava, perfumes que eu não mais sentia, uma alegria que me fazia tanta falta.
Meu sonho foi confuso muitas vezes mas nele se refletiu minhas vontades mais obscuras. Eu senti tanta vontade de que fosse tudo verdade, de que na minha vida tivesse alguém assim, alguém que tomasse conta de mim, que me protegesse das noites frias de Agosto.
Ele me encontrou no meio da madrugada, nosso amor desconsertava o sono, nossas conversas invadiam o breu, onde nós nos escondíamos, aquecidos pelo calor do cobertor, nossa respiração ofegava e rasgava o silêncio. Todos os problemas sumiam na hora em que seus braços me abraçavam.
Eu não queria dormir agora, por favor que o sono fosse embora, mas não mandamos nos sonhos. E então eu dormi, mas acordei e o que eu vi, foram olhos castanhos que provavelmente não descansaram essa noite. Seus lábios sorriram pra mim, e foi bom vê-los perto dos meus. Primeira vez que eu dormi sem meu ursinho de pelúcia, e isso não me deu medo, queria que durasse pra sempre, aprendi a fazer cafuné e escutar mil vezes eu te amo! e depois disso... eu acordei e vi que tudo foi um sonho e que só os sonhos são perfeitos.

by: Báh Costa

sexta-feira, junho 18, 2010

Caminhos trilhados

Eu sigo agora o meu caminho, sem mais saber se chegarei a algum lugar. O que acompanha são as lembranças que um dia foram chamadas de esperança, aquela mesma esperança que se perdeu. Memórias me fazem olhar pra trás, mas lágrimas como suas consequências, queimam meus olhos e repartem meu coração. Risadas e juras me rodeiam e me chateiam ao anoitecer, cansada de lutar eu só amanheço com o sol, aquele que um dia nos aqueceu na praia e eu, então, tapo - o com nuvens tempestuosas e os ventos te levam pra longe. Mas logo o frio da chuva me faz querer tua proteção de novo. Balanço minha cabeça pra poder ainda, caminhar sem ter que olhar sempre pra trás. Sem que ouvir a mesma voz me faça transcender nossas vidas. Sempre fui a mais forte, e agora que teus olhos não me enfraquecem e nem me fortalecem como antes, eu possa ser feliz. Talvez quando eu estiver prestes a desfazer minha jornada eu pense em como as paisagens são divertidas e exitantes se viajarmos sozinhos, ou quem sabe acompanhadas de uma estação a outra. Já não importa se ao longo do meu caminho a bifurcação da vida ocupe minha mente, fazendo me decidir entre o certo e o fácil. Escolhas que me tomem tempo, que por vezes sejam ambíguas, mas que no final eu veja que foram as melhores, que quando eu me virar e ver meu trajeto que ele seja do meu jeito, que eu possa me orgulhar de ter seguido em frente, sem que coisas banais o tenham interrompido. Se eu parar pra pensar, recordarei dos dias de verão, dos meus amigos, de fotos, de festas, das escolas e todas aquelas coisas que acompanham a passagem de meninas como eu: alegres, bobas e divididas entre mundos distintos, menina ou mulher. Não importa o que eu for, o que vale é que não refiz meu caminho, eu apenas o trilhei com meus próprios pés, sem desanimar.

by: Báh Costa

terça-feira, junho 15, 2010

O tempo passa, algumas coisas mudam...

Quando tudo termina, pensamos que já é o fim. Às vezes continuamos em um mundo paralelo, vivendo por viver, seguindo por pura sorte. Sabemos que isso de nada adianta, mas estamos em tal ponto que não podemos, ou já não conseguimos mudar o rumo ou o modo de prosseguir. Alguns conseguem se agarrar em um plano firme. Outros morfam... cobrem - se por armaduras, tentando se proteger. O que não percebem é que há meios difíceis mas certos, para melhorar nossa volta ao mundo real. Eu, por exemplo, ainda ando por aí, quase sem saber onde vou chegar, ou se é que vou chegar! Meio que me arrasto pelas sombras. Sim, pelas sombras, onde o sol não chega.
Eu tenho vontade de sair sem deixar endereço, pra um lugar qualquer, à procura de um lugar melhor. Onde eu viva livre, sem barreiras ao redor! Cair de pára - quedas no meio do mundo, mas que seja um mundo feito no sob solo do planeta. Tipo Alície no país das maravilhas, mas sem que eu seja a protagonista. Enquanto isso não acontece, eu caminho como uma raiz, rente a terra e abaixo de uma grande árvore. Quem saiba eu encontre um jardineiro que me desperte, e me torne não só uma raiz, mas que de mim brotem flores e que minhas pétalas encontrem os raios solares.
Deixando pra trás todo o blábláblá dramático de quase sempre, parando um pouco com a boiolisse. Só pra deixar explicado acho que alguns momentos monótonos que precisamos de colo, aqueles momentos que, como agora, nos deixam pra trás , nos dizem adeus e um te adoro pra consolo. E quando ficamos ali no chão, esperando um apoio, nem fudendo alguém te ajuda. Nos olham de esguelha, olhos que se aproveitam pra pisar pois sabem que iremos reagir. E aí lágrimas de rancor pingam diante dos pés que te massacram. Mas no futuro o tempo resolve nos ajudar e ele muda de opinião, fazendo com que troquemos de lugar, e nos torna observadores dos julgamentos daqueles que nos condenaram. Porque de verdade "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

By: Báh Costa

segunda-feira, junho 07, 2010

Alegria sem vez

Eu caminhava na areia, um dia de sol convidava para molhar os pés com a água do mar. Antes que meus pensamentos pudessem fugir da minha mente, risadas me chamam atenção, correndo e pulando meninas da mesma idade que eu, tiravam fotos com uma Sony rosa e falavam alto a ponto de abafar a música do meu fone de ouvido. Eram quatro garotas risonhas, todas de cabelos compridos de biquínis e Ray Bans coloridos. e vendo tudo de longe, me perguntei se também seria uma dessas meninas sonhadoras, me deparando com a estranha lembrança de que era uma adolescente que, como elas, também pulava e gargalhava. O grupo alegre se divertia, dançavam e pulavam escandalosamente, mas de maneira ofuscante as pessoas ao redor lançavam - lhes olhares. sem notá - los ou talvez passando por cima, elas continuaram ali, determinadas a prosseguir com aquele momento. Os minutos vão passando, e elas ali ganhando comentários e cochichos pelos escândalos e pelas brincadeiras.
Esgotado de tamanha histeria, um homem que ficara muito tempo sentado sob a sombra do guarda sol, olhando indignado para as quatro meninas; levanta - se abruptamente e segue em direção a elas.
Eu, ali parada à toa, com a minha curiosidade ordenando para fixá - los mais de perto, fiquei atenta observando o homem caminhar até elas, decidido a acabar com a alegria.
Em questão de pouco tempo, elas regressavam em silêncio, com os ombros curvos, constrangidas e envergonhadas para fora da praia. Sem razão, o homem deu fim a algazarra das meninas e voltou a se sentar sob a sombra fresca, com ares de quem não quer ser incomodado.
Vendo, assim, como nos jovens somos oprimidos. Enfrentando olhares furtivos, de menosprezo, por aqueles que não compreendem nossos sentimentos. Depois de roubar a atenção, elas simplesmente foram embora caladas. Eu, com minhas músicas expressivas, continuei caminhando, e perguntei aos meus pensamentos: por que somos tão extremos? Ora felizes, ora depressivas. Como passamos a outros olhos por mimadas e infantis. Somos distintas em nossas escolhas, mas por que ao mesmo tempo, passamos de diferentes maneiras pelas dificuldades, se no fim queremos alcançar os mesmos objetivos?
O que ficou naquela tarde foram perguntas que talvez não tenham soluções, e respostas para o que eu nunca tinha perguntado.


by: Bárbara Costa

quinta-feira, junho 03, 2010

Elas

"Existem coisas na vida de um garoto
Que só comentam de um para o outro
São coisas fúteis,verdades cruciais
Detalhes tão pequenos que os tornam normais

Na frente delas querem ser os tais
Se mostram fortes tentam ser super legais
Mas não percebem que dependem das meninas
Correr atrás delas sempre vai ser sua sina


Se vai pra festa pergunta se vai ter mulher
Ir pro, cinema vai perguntar se ela quer
Sei que é melhor estar sozinho do que mal acompanhado
Mas todo solteiro quer virar um namorado


Pra ter alguém do lado, ser mais comportado
Mostrar pra todo mundo que também é amado
Por quem: Meninas,o que seria dos meninos se não fosse por vocês ?
Meninas,se perderiam por que não teriam mais pra quem aparecer


Já vi garoto que não sabe levar toco
Que não consegue e depois quer dar o troco
Diz que ela é feia e que pega uma melhor
Os amigos se adiantam e ele fica tão só


Os anos passam e não param de inventar
A nova onda agora é esculachar
Mas como pode uma simples raposa querer se parecer com o lobo mal ?
Paga pau todo dia pra esposa e diz que o amor é uma coisa anormal


Eu continuo com a minha teoria
Todo garoto vai se apaixonar um dia
E quando isso acontecer ele vai ficar preocupado
Vai ter que engolir tudo o que já tinha falado
Pra ter alguém do lado, ser mais comportado
Mostrar pra todo mundo que também é amado


Por quem: Meninas,o que seria dos meninos se não fosse por vocês ?
Meninas,se perderiam por que não teriam mais pra quem aparecer,pra quem aparecer.
Se correm ou dançam,se jogam ou cantam é por vocês
Se bebem e brigam,se riem ou choram é por vocês
Se mentem e fogem ou dizem que não podem é por vocês
Se sentem e suam,suportam a dor é porque encontraram o amor,é porque encontraram o amor"

f292
by: Bárbara Costa

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