Quando tudo termina, pensamos que já é o fim. Às vezes continuamos em um mundo paralelo, vivendo por viver, seguindo por pura sorte. Sabemos que isso de nada adianta, mas estamos em tal ponto que não podemos, ou já não conseguimos mudar o rumo ou o modo de prosseguir. Alguns conseguem se agarrar em um plano firme. Outros morfam... cobrem - se por armaduras, tentando se proteger. O que não percebem é que há meios difíceis mas certos, para melhorar nossa volta ao mundo real. Eu, por exemplo, ainda ando por aí, quase sem saber onde vou chegar, ou se é que vou chegar! Meio que me arrasto pelas sombras. Sim, pelas sombras, onde o sol não chega.
Eu tenho vontade de sair sem deixar endereço, pra um lugar qualquer, à procura de um lugar melhor. Onde eu viva livre, sem barreiras ao redor! Cair de pára - quedas no meio do mundo, mas que seja um mundo feito no sob solo do planeta. Tipo Alície no país das maravilhas, mas sem que eu seja a protagonista. Enquanto isso não acontece, eu caminho como uma raiz, rente a terra e abaixo de uma grande árvore. Quem saiba eu encontre um jardineiro que me desperte, e me torne não só uma raiz, mas que de mim brotem flores e que minhas pétalas encontrem os raios solares.
Deixando pra trás todo o blábláblá dramático de quase sempre, parando um pouco com a boiolisse. Só pra deixar explicado acho que alguns momentos monótonos que precisamos de colo, aqueles momentos que, como agora, nos deixam pra trás , nos dizem adeus e um te adoro pra consolo. E quando ficamos ali no chão, esperando um apoio, nem fudendo alguém te ajuda. Nos olham de esguelha, olhos que se aproveitam pra pisar pois sabem que iremos reagir. E aí lágrimas de rancor pingam diante dos pés que te massacram. Mas no futuro o tempo resolve nos ajudar e ele muda de opinião, fazendo com que troquemos de lugar, e nos torna observadores dos julgamentos daqueles que nos condenaram. Porque de verdade "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".
By: Báh Costa
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