Eu caminhava na areia, um dia de sol convidava para molhar os pés com a água do mar. Antes que meus pensamentos pudessem fugir da minha mente, risadas me chamam atenção, correndo e pulando meninas da mesma idade que eu, tiravam fotos com uma Sony rosa e falavam alto a ponto de abafar a música do meu fone de ouvido. Eram quatro garotas risonhas, todas de cabelos compridos de biquínis e Ray Bans coloridos. e vendo tudo de longe, me perguntei se também seria uma dessas meninas sonhadoras, me deparando com a estranha lembrança de que era uma adolescente que, como elas, também pulava e gargalhava. O grupo alegre se divertia, dançavam e pulavam escandalosamente, mas de maneira ofuscante as pessoas ao redor lançavam - lhes olhares. sem notá - los ou talvez passando por cima, elas continuaram ali, determinadas a prosseguir com aquele momento. Os minutos vão passando, e elas ali ganhando comentários e cochichos pelos escândalos e pelas brincadeiras.
Esgotado de tamanha histeria, um homem que ficara muito tempo sentado sob a sombra do guarda sol, olhando indignado para as quatro meninas; levanta - se abruptamente e segue em direção a elas.
Eu, ali parada à toa, com a minha curiosidade ordenando para fixá - los mais de perto, fiquei atenta observando o homem caminhar até elas, decidido a acabar com a alegria.
Em questão de pouco tempo, elas regressavam em silêncio, com os ombros curvos, constrangidas e envergonhadas para fora da praia. Sem razão, o homem deu fim a algazarra das meninas e voltou a se sentar sob a sombra fresca, com ares de quem não quer ser incomodado.
Vendo, assim, como nos jovens somos oprimidos. Enfrentando olhares furtivos, de menosprezo, por aqueles que não compreendem nossos sentimentos. Depois de roubar a atenção, elas simplesmente foram embora caladas. Eu, com minhas músicas expressivas, continuei caminhando, e perguntei aos meus pensamentos: por que somos tão extremos? Ora felizes, ora depressivas. Como passamos a outros olhos por mimadas e infantis. Somos distintas em nossas escolhas, mas por que ao mesmo tempo, passamos de diferentes maneiras pelas dificuldades, se no fim queremos alcançar os mesmos objetivos?
O que ficou naquela tarde foram perguntas que talvez não tenham soluções, e respostas para o que eu nunca tinha perguntado.
by: Bárbara Costa
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