Bárbara Costa e Stéphani Emmerich

Bem Vindo ao meu espaço...

sexta-feira, julho 30, 2010

Diálogo a dois

Ela disse: Faltam-me palavras pra lhe dizer o que estou sentindo. É o friosinho da barriga mais maluco que senti. Da vontade de rir, chorar, gritar... O nome disso é amor. Você me apareceu como um sonho, e foi você que fez meu mundo girar! Um dia me falou que depois da paixão vinha o amor, mas e depois do amor vem o que? Nunca imaginei que seria tão intenso, tão grande esse sentimento por você. Prometo que farei o possível pra te ver feliz, para nos ver juntos. O que mais desejo neste momento é estar contigo.`é como olhar uma estrela e ver o brilho dos seus olhos. Quando estou contigo, vivo em outro mundo, esqueço tudo de ruim que já me aconteceu. Às vezes fico com muito medo se irei te magoar, porque algumas coisas não tem volta, e tenho medo de te perder... pra sempre! seria como perder uma parte de mim, mais uma vez... você! Tudo que já lhe disse e digo é com toda a sinceridade do mundo, acredite: eu te amo! Você conseguiu roubar lágrimas sinceras e sorrisos indiscretos. Quando olha nos meus olhos e diz que me ama, não tenho medo de errar, porque me dá forças para continuar, e é uma das razões de eu não querer fugir da realidade e de enfrentar meus medos, minhas dores, e minhas angustias. Sei que sempre estará comigo, pode ser como amigos ou namorados, mas sempre esteja aqui. Eu juro, te juro amor eterno.

E ele respondeu:  O tempo faz tudo valer a pena. e nem o erro é desperdício. Muitas pessoas dizem que amam, poucas sabem amar. Amor é uma palavra curta, mas um sentimento eterno, e é o que eu sinto por você. é impossível uma pessoa se sentir completa e segura quando está sozinha. Quem sabe você quer ser minha metade?



by: Báh Costa

Eduarda Filereno

quinta-feira, julho 22, 2010

Mundo de dois

No começo eu achei que fosse coisa da minha cabeça.
Mas foi quando o tempo me fez ver
o quanto você precisava da minha atenção.
Era uma carência terrível que aos poucos foi se tornando uma dependência do meu carinho,
algo que precisava realmente do meu empenho.
A cada dia que passava agente foi se completando,
já não precisávamos de amigos,
de família, de festas, de escola, era como se só existisse nós.
O mundo girava ao nosso redor.
Bastava nós. Sempre sós.
Você sempre exigindo o meu cuidado,
E devia vir sempre em primeiro e eu achando bonito,
admirando seu sucesso, esqueci de mim.
Minha vida passou ser a segunda parte de nós dois,
a sua era a primeira.
E eram incríveis suas mil maneiras de me prender,
de me deter atenção,
e minha alegria era cuidar de ti.
Bastava nós. Sempre sós. Foram dias, meses, pareceram anos,
Eu ti via com outros olhos, olhos cegos, vindos de dentro.
Sem óculos, as imagens eram coloridas,
não existam imperfeições, o mundo era mágico.
O único problema é que um vazio nos separava,
eu procurava mas não haviam pontes, e nós cairíamos no precipício.
Mas, eu continuava me dedicando.
Meus dias eram separados pra nós, sempre a sós.
Pena que só eu entendia isso.
O que você fez pra me recompensar?
Você era insubstituível. Vi você dar as costas.
Disse adeus, se foi, desistindo de nós,
simplesmente evaporou, como água quente.
Acabava o nós. Fiquei só.

by: Báh Costa

terça-feira, julho 20, 2010

Grônica da perfeição

Sempre vi e admirei as meninas perfeitas da escola, aquelas populares e lindas que são rodeadas por meninos, de cabelos longos, olhos claros, roupas justas e sorrisos encantadores. Nunca imaginei qual seria a formula pra beleza, até que um dia me olhando no espelho da escola e lembrando das meninas-perfeitas, descobri que líderes de torcida vomitam a feiura, meninas que enfiam o dedo na garganta para se manterem magras e radiantes. Antes que eu pudesse raciocinar, elas saem do banheiro majestosamente, deixando pra trás o que as desagradam, como se nada tivesse acontecido. Na hora da merenda elas não comem, mascam chicletes e estouram bolhinhas. Riem umas com as outras e divertem meninos. Como pode ser passar fome por um corpo dentro dos padrões? Elas terminam a escola deixando pra trás tantas outras que as seguem a risca. São garotas que amanhã serão mulheres e não irão envelhecer, serão sempre belas, magras e... famintas. Quando tocou a última vez o alarme da saída elas atravessaram o portão, e como um adeus aos anos escolares olharam por cima do ombro e se foram. O grupo dela na frente: sorrindo e brincando, e atrás os fãs que sempre babaram por elas. Eu saberia que nunca chegaria lá ou que ninguém irá substituí-las. O tempo passa e chega a minha vez de abandonar a escola.
Um dia desses eu andava distraidamente pela avenida principal na mureta que cercava a escola eu as vi. Lá estavam elas lindas e estonteantes, rindo e mexendo seus longos cabelos. Eternamente rodeada pelos meninos, as populares líderes de torcidas, imperadoras da beleza que guardam seu segredo de sucesso: uma derrota íntima, uma doença silenciosa. Será sempre assim. em todas as escolas haverá um grupo desses, meninas-divas, invejadas pelo resto dos alunos. E... se eu sou bonita? Como elas, jamais. Mas minha mãe diz que sim!

by: Bárbara Costa

quarta-feira, julho 14, 2010

Lados que se opõe

Às vezes eu sinto como se dentro de mim vivesse um monstro. Mas de qualquer forma isso é inexplicável e incontrolável. Por fora passa despercebido, escondido atrás de olhos inocentes e gestos ingênuos, mas a cada dia seu gosto destrutivo ameaça a estragar o molde de anjo que pra muitos eu tento mostrar. É como se meu corpo fosse uma tumba e abrigasse um animal feroz e indomável que tem sede de vingança até da mais bela flor e ódio da mais límpida água potável. Esse tempo todo aí dentro, ele fica sob as sombras das veias que pulsam de sangue ou entre meus pensamentos mais perversos. Você até pode vê-lo, quando seu vulto faz brilhar meus olhos que ficam a intrigar momentos de tristeza e solidão. Nesse meu interior é como se habitasse um parasita que transforma lágrimas em energia, que se alimenta das minhas fraquezas, que despreza sorrisos e não tolera bondade. Há uma parte em mim que não perdoa, castiga, que não vê sentimentos, há um lado frio em mim que por vezes tenta em vão pedir socorro. Esse lado vence o amor com o ódio. Algo dentro de mim, é forte e silencioso, tenta, mas ainda não me domina. Há momentos que ele disfarçadamente não tem pudor! Sai derrubando, destruindo e matando tudo de bom ao meu redor. Ele me pede para gritar, correr, e acabar com o que me entristece, ele me diz pra fugir e deixar essa angústia pra trás. Implora liberdade e o comando dos meus atos. Eu me sinto tentada a ele, por vezes me conforta, por outras me assusta. hora me entende, hora me enlouquece. Me vejo ainda apossar seu controle. Ainda sei que tenho poder sobre ele, seus momentos de aparição, não passam disso: MOMENTOS! Mas, pode haver um dia que, ainda distinto, ele se vá pra sempre, ou se fixe e ocupe os dois lados dos meus pensamentos e do meu coração, onde ele se complete dentro de mim. Por enquanto eu mantenho as extremidades opostas que cismam em me dividir, afastadas e mantenho adormecido o monstro inconsciente que como um câncer pode desaparecer ou dominar-me. Não há o que temer, eu ainda estou no controle. E se, por acaso você encontrar meu inimigo nebuloso corre o risco de se apaixonar pelo lado encantado e alegre que resiste sabiamente em mim! Se isso acontecer, me desculpe quando eu não corresponder, esnobar ou não o valorizar, é que, como eu disse: meu pequeno monstro interno não gosta muito de amar, coisa que ele precisa aprender.


by: Báh Costa

Melhor show talvez, melhores amigas com certeza!!

Pra hoje tava tudo combinado! Já tava no finalzinho da chapinha, a Cíntia chegou; jantamos, passamos lápis e a Rossandra começou a ligar. Era 7:43 pm agente saiu de casa, quase uma hora pra chegar no centro de eventos. E que tava cheio, com tanta gente não ia da de acha ninguém. Depois de formar a máfia, ouvindo Dee Fatto agente fico analisando o palco, por que quarta as crianças do Barão vão apresentar ali. Termino Dee Fatto, todas esperando um show melhorzinho. Apareceu e desapareceram amigos, eu ainda tava com esperanças de reencontrar o bonitinho de olhos fixos do sábado passado, daí eu virei pro lado e vi ele, não era o de sábado, mas era bonitinho. Eu disfarcei, e continuei a conversa com as meninas. E então ele me viu, e foi me dar oi, que amor, ele me abraçou, que fofo. Mas eu tive que dar tchau logo, porque meu pai tava perto.
Hum... as luzes do palco principal se acenderam, eu perdi de vista o segundo perfeito da festa. Mas eu percebi um coisa: como é bom estar com as amigas. São elas as mais perfeitas que existem de verdade. Daqui a pouco o bolinho foi enchendo, chego com a Pãh. O show começo. O Fiuk tava lá se achando, agente se arriando em todo mundo, e mil meninas fanáticas se esganando por alguém que nunca passará de ídolo. Que nunca corresponderá nem a metade do que essas criaturas fazem para chamar atenção. Eu acho que vou morrer sem entender esse tipo de adoração, meninas que choram, cantam, gritam e pulam por alguém que não as conhecem individualmente. Um amor necessariamente incondicional. E nós ali no meio, cada vez mais perto do palco, nos infiltrando e tomando lugar de quem realmente queria estar ali. Como é bom ser espremida, suar, gritar, pular e rir, com aquelas que são parceiras pra tudo, aquelas que pagam mico e acima de tudo não tem vergonha na cara, minhas amigas doidas, que me completam e quem eu não troco por ninguém!
P.s: Náh, faltava tu.

by: Báh Costa

terça-feira, julho 06, 2010

Dias de chuva

Quando o céu acinzentado começa a chorar, trazendo enxurradas, molhando e gotejando os telhados eu fico em casa. Atrás do vidro eu olho pro jardim encharcado. Há um ar melancólico do lado de cá, mas se anime, não deixe que o breu acabe com a energia e o calor do dia. Saia pra rua, se a chuva quer cair deixa cair, se quer molhar, que assim seja. Encontro quem me faz feliz, sem ter vergonha, sem segurar o orgulho, o tiro de casa, fizemos festa sobre tempestades de água. Deitamos no chão, fizemos anjos de areia. Nos embolamos na chuva que não cessa que insiste em cair. Pulamos em poças, corremos descalços, grudada ao corpo roupas brancas transparecem nossas curvas. Cantemos e gritemos na altura dos trovões. Que a preguiça e a tristeza escorra pelo mar, enquanto afundamos os pés na areia da praia, no lodo da grama. Assim voltamos a ser crianças de mãos dadas podemos correr, pular, chutar as águas empossadas, podemos brincar de pega-pega, podemos dar estrelinhas, na chuva nosso alegria desperta no peito. Nós dançamos ciranda, e quando a chuva afinando, ficaremos com frio, então o calor nos aquecerá e só chegar pra perto, bem aqui onde nosso abraço silencia o mundo, quando beijos molhados nos farão sorrir ainda mais, nos trazendo a êxtase. O sol se abre e nessa hora um arco-íris vem colorindo o céu, e fazendo a chuva amenizar por um instante. Cansados de bagunça, olhar o mar revoltado, nos acalma, sentindo tua respiração tão perto me faz feliz. As nuvens se abrem dando lugar a uma imensidão azul e nos dizendo pra ir embora, mais um pouco e já se põe o sol alaranjado, dando lugar a lua clara do fim de tarde.



by: Báh Costa

domingo, julho 04, 2010

Crônica de um olhar correspondido

Sábado, 3 de julho de 2010, são 11:48 da noite, to no show do Armandinho, aqui na festa do Peixe, de costas pro palco e olhando pra um menino lindo, de verdade, os olhos dele estão brilhando e estão vidrados em mim, do mesmo jeito que os meus estão.
A pouco tempo virei pro lado e vi outra pessoa de mãos dadas com alguém, isso não me surpreendeu, mas meu coração se partiu, depois eu vi que era uma amiga, minha amiga, eu deveria ficar feliz não? Porque a final ela sabe dos meus sentimentos, sendo minha amiga não faria nada que me ferisse... talvez?
Decididamente, prefiro olhar nos olhos daquele menino fofo e perfeito, que não para de rir pra mim, estamos tão pertos e tão longe ao mesmo tempo, três metros talvez... mas de repente já não o vejo, foi só eu virar pro lado e ele desapareceu, vejo outros rostos, mas não o dele...
Deveria agora achar outro para fixar meus olhos contornados de preto? Não, minha irmã diz: Vira pra trás! E agora, ele está aqui, agente se olha de perto, bem de perto, sorrimos... e ele se vai, por que o amigo dele está levando ele de mim? Droga, volta, por favor...
Passou tão rápido, e ele se foi, não sei seu nome, nem seu telefone. Mas seus olhos brilharam pra mim, e foi só pra mim!!
Sábado que vem, eu falo com ele, se ele estiver lá, porque eu vou procurá-lo.

by: Báh Costa

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