Bárbara Costa e Stéphani Emmerich

Bem Vindo ao meu espaço...

quarta-feira, julho 14, 2010

Lados que se opõe

Às vezes eu sinto como se dentro de mim vivesse um monstro. Mas de qualquer forma isso é inexplicável e incontrolável. Por fora passa despercebido, escondido atrás de olhos inocentes e gestos ingênuos, mas a cada dia seu gosto destrutivo ameaça a estragar o molde de anjo que pra muitos eu tento mostrar. É como se meu corpo fosse uma tumba e abrigasse um animal feroz e indomável que tem sede de vingança até da mais bela flor e ódio da mais límpida água potável. Esse tempo todo aí dentro, ele fica sob as sombras das veias que pulsam de sangue ou entre meus pensamentos mais perversos. Você até pode vê-lo, quando seu vulto faz brilhar meus olhos que ficam a intrigar momentos de tristeza e solidão. Nesse meu interior é como se habitasse um parasita que transforma lágrimas em energia, que se alimenta das minhas fraquezas, que despreza sorrisos e não tolera bondade. Há uma parte em mim que não perdoa, castiga, que não vê sentimentos, há um lado frio em mim que por vezes tenta em vão pedir socorro. Esse lado vence o amor com o ódio. Algo dentro de mim, é forte e silencioso, tenta, mas ainda não me domina. Há momentos que ele disfarçadamente não tem pudor! Sai derrubando, destruindo e matando tudo de bom ao meu redor. Ele me pede para gritar, correr, e acabar com o que me entristece, ele me diz pra fugir e deixar essa angústia pra trás. Implora liberdade e o comando dos meus atos. Eu me sinto tentada a ele, por vezes me conforta, por outras me assusta. hora me entende, hora me enlouquece. Me vejo ainda apossar seu controle. Ainda sei que tenho poder sobre ele, seus momentos de aparição, não passam disso: MOMENTOS! Mas, pode haver um dia que, ainda distinto, ele se vá pra sempre, ou se fixe e ocupe os dois lados dos meus pensamentos e do meu coração, onde ele se complete dentro de mim. Por enquanto eu mantenho as extremidades opostas que cismam em me dividir, afastadas e mantenho adormecido o monstro inconsciente que como um câncer pode desaparecer ou dominar-me. Não há o que temer, eu ainda estou no controle. E se, por acaso você encontrar meu inimigo nebuloso corre o risco de se apaixonar pelo lado encantado e alegre que resiste sabiamente em mim! Se isso acontecer, me desculpe quando eu não corresponder, esnobar ou não o valorizar, é que, como eu disse: meu pequeno monstro interno não gosta muito de amar, coisa que ele precisa aprender.


by: Báh Costa

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