Pra hoje tava tudo combinado! Já tava no finalzinho da chapinha, a Cíntia chegou; jantamos, passamos lápis e a Rossandra começou a ligar. Era 7:43 pm agente saiu de casa, quase uma hora pra chegar no centro de eventos. E que tava cheio, com tanta gente não ia da de acha ninguém. Depois de formar a máfia, ouvindo Dee Fatto agente fico analisando o palco, por que quarta as crianças do Barão vão apresentar ali. Termino Dee Fatto, todas esperando um show melhorzinho. Apareceu e desapareceram amigos, eu ainda tava com esperanças de reencontrar o bonitinho de olhos fixos do sábado passado, daí eu virei pro lado e vi ele, não era o de sábado, mas era bonitinho. Eu disfarcei, e continuei a conversa com as meninas. E então ele me viu, e foi me dar oi, que amor, ele me abraçou, que fofo. Mas eu tive que dar tchau logo, porque meu pai tava perto.
Hum... as luzes do palco principal se acenderam, eu perdi de vista o segundo perfeito da festa. Mas eu percebi um coisa: como é bom estar com as amigas. São elas as mais perfeitas que existem de verdade. Daqui a pouco o bolinho foi enchendo, chego com a Pãh. O show começo. O Fiuk tava lá se achando, agente se arriando em todo mundo, e mil meninas fanáticas se esganando por alguém que nunca passará de ídolo. Que nunca corresponderá nem a metade do que essas criaturas fazem para chamar atenção. Eu acho que vou morrer sem entender esse tipo de adoração, meninas que choram, cantam, gritam e pulam por alguém que não as conhecem individualmente. Um amor necessariamente incondicional. E nós ali no meio, cada vez mais perto do palco, nos infiltrando e tomando lugar de quem realmente queria estar ali. Como é bom ser espremida, suar, gritar, pular e rir, com aquelas que são parceiras pra tudo, aquelas que pagam mico e acima de tudo não tem vergonha na cara, minhas amigas doidas, que me completam e quem eu não troco por ninguém!
P.s: Náh, faltava tu.
by: Báh Costa
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