Muitos procuram por ela a vida inteira e morrem sem achá-la. Outros já nascem pré-destinados a tê-la. Felicidade não dá bobeira na rua, não há para comprar no mercado. Às vezes aparece nos sorrisos ou no brilho dos olhos. Ela é como a grama plana que alguns curtem o sol, enquanto outros se escondem em buracos subterrâneos, fundos demais para subir ao solo verde. Felicidade é o dia de verão que nos trás calor, que une as pessoas, que nos dá a sensação de liberdade.
Pode acompanhar-nos a vida toda, mas nos breves momentos que nos abandona, lamentamos qualquer coisa, sem ela parecemos nunca mais poder seguir em frente. Momentos de escuridão que para muitos não são apenas momentos é um longo período sem a luz que acalenta, que nos motiva.
Há em mim um ponto de felicidade, que às vezes se distrai e parece esquecer sua função, que se esconde sem deixar pistas. E como se não tivesse acontecido vem à tona dilacerando qualquer sentimento tétrico que se oponha à sua presença. Como aura dos anjos a felicidade nos muda e nos transforma assim como a tristeza, a solidão, o ódio...
Ah... felicidade que faz chover, nevar e incendiar dentro de mim. Não queria que fosse embora mais uma vez. Vários pontinhos foram distribuídos no mundo. Há felicidade no sorriso das crianças, nas ondas do mar, nos olhos dos amantes, no calor das chamas... e no interior de cada um de nós. Eu sinto meu pedaço de felicidade dar pontadas tentando se desvencilhar do aperto que é meu coração, e quando ela me toma, vai irradiá-la.
By: BC
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